O tratamento oncológico infantil é uma jornada de resiliência, mas, a partir de agora, essa caminhada ganha contornos mais leves e coloridos no INCA. Graças à união de doadores e parceiros que transformaram um propósito comum em realidade, o Instituto entrega a reforma completa da área de recreação e do ambulatório pediátrico.
A mudança é visível em cada detalhe. Onde antes havia apenas a espera, agora existe o lúdico. A sala de espera foi totalmente renovada, pensada para oferecer conforto desde o primeiro momento. A recreação infantil se tornou um refúgio de alegria, equipada com brinquedos novos, puffs aconchegantes e uma encantadora casa de boneca que promete ser o cenário de muitas histórias.

Um espaço para cada fase
Entendendo que o cuidado deve respeitar as diferentes idades, a nova área conta com um espaço exclusivo para os adolescentes. Com TV, videogame e mobiliário moderno, o setor oferece aos jovens um ambiente de desconexão da rotina hospitalar, preservando sua identidade e autonomia.
A transformação também chegou à área assistencial. A quimioterapia foi completamente modernizada, recebendo novas cadeiras e leitos, além de uma expansão significativa no número de consultórios e no núcleo emergencial, garantindo mais agilidade e conforto técnico para os pacientes e a equipe médica.
Vozes que transformam
“No INCAvoluntário, acreditamos que cuidar vai muito além do tratamento clínico. Cuidar é olhar para a criança como criança, respeitando sua fase de vida, seus medos, necessidades e sonhos.” — Fernanda Vieira, Gerente-Geral do INCAvoluntário.
O Diretor-Geral do INCA, Dr. Roberto Gil, também ressaltou a importância da parceria institucional: “A palavra hoje tem que ser gratidão. Gratidão ao INCAvoluntário, que faz um trabalho espetacular. Quem está nesta instituição há muito tempo, como eu, consegue ver que houve uma profissionalização e um amadurecimento que tornaram possível transformar doações em processos tão importantes como este.”
Histórias que inspiram e humanizam
Durante o evento de entrega do ambulatório, a madrinha do INCAvoluntário, Daniella Sarahyba, mediou uma mesa com ex-pacientes da pediatria: Mariana e Leonardo (conhecido como Leleco), que compartilharam suas trajetórias de superação.
De paciente a médica
Mariana, hoje com 30 anos, tratou um sarcoma de Ewing entre os 13 e 15 anos. Ela relembrou que, na época, não queria guardar lembranças do hospital, mas foi justamente ali que descobriu sua vocação. “Foi impossível não me inspirar nos profissionais incríveis que cuidaram de mim”, diz ela, que hoje é médica anestesista. “Meu tratamento foi muito mais do que quimioterapia; teve amor e acolhimento como base.”

Superação através do esporte
Leonardo, o Leleco, enfrentou um sarcoma no joelho aos 15 anos e precisou amputar uma das pernas. O jovem, que sonhava ser lutador de UFC, não deixou o diagnóstico interromper seus planos: hoje é professor de jiu-jitsu para mais de 70 crianças. Ele reforçou como a humanização promovida pelo INCAvoluntário foi vital: “Na salinha dos voluntários, a gente podia esquecer que estava fazendo um tratamento; não éramos resumidos apenas à doença.”
Criança em Primeiro Lugar
Uma criança é criança em primeiro lugar, antes de qualquer diagnóstico. O tratamento passa, mas a infância deve ser preservada. O novo espaço pediátrico do INCA é um lembrete diário para que, mesmo diante dos maiores desafios, a alegria e o cuidado podem — e devem — caminhar juntos. Este sonho sonhado junto agora pertence a cada pequeno guerreiro que passar por estas portas.
Antes e Depois: A Força da Mudança














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