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Setembro Dourado: diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do câncer infantojuvenil

Campanha chama atenção para os sinais do câncer em crianças e adolescentes e reforça a importância de buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes

Todos os anos, cerca de 7.930 crianças e adolescentes são diagnosticados com câncer no Brasil, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2023 a 2025. Apesar dos desafios do diagnóstico e do tratamento, a identificação da doença em seus estágios iniciais pode aumentar as chances de cura para até 80% dos pacientes.

É nesse cenário que o Setembro Dourado ganha espaço no calendário de conscientização em saúde. A campanha chama a atenção para o câncer infantojuvenil e para a importância de reconhecer possíveis sinais da doença, procurar atendimento médico e garantir que crianças e adolescentes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado.

Por que setembro é dourado

O dourado foi escolhido para representar o câncer infantojuvenil por estar associado à força e ao valor da infância. Durante o mês de setembro, instituições de saúde, órgãos públicos e organizações da sociedade civil promovem ações de informação e conscientização sobre a doença.

A campanha busca ampliar o conhecimento da população sobre os principais sinais e sintomas, incentivar a procura por atendimento diante de alterações persistentes e contribuir para o diagnóstico precoce.

A atenção deve envolver toda a rede que acompanha crianças e adolescentes, incluindo famílias, professores, profissionais de saúde e cuidadores. Quanto maior o conhecimento sobre os sinais de alerta, maiores são as possibilidades de que uma suspeita seja investigada no momento adequado.

O câncer infantil pode apresentar sintomas comuns

Um dos desafios para identificar o câncer em crianças e adolescentes é que seus primeiros sinais podem se confundir com doenças frequentes nessa faixa etária.

Febre, cansaço, dor no corpo e perda de apetite, por exemplo, são sintomas comuns na infância e, na maioria das vezes, estão relacionados a condições que não são câncer. Por isso, a atenção deve estar voltada principalmente para sintomas persistentes, recorrentes ou que não apresentam uma causa definida.

Segundo o INCA, quando uma criança continua apresentando sintomas sem explicação ou melhora, mesmo após consultas médicas, é importante que a situação seja investigada novamente.

Sinais de alerta

Entre os sinais que merecem atenção estão:

  • Febre persistente, sem causa aparente;
  • Palidez, fadiga ou cansaço fora do padrão habitual da criança;
  • Manchas roxas ou sangramentos sem explicação;
  • Dor óssea persistente ou que aumenta progressivamente;
  • Caroços ou inchaços indolores em qualquer parte do corpo;
  • Aumento do volume abdominal;
  • Alterações nos olhos, como mancha branca na pupila, estrabismo repentino ou olho saltado;
  • Dor de cabeça persistente acompanhada de vômitos.

A presença desses sintomas não significa que a criança tenha câncer. Eles podem estar relacionados a diversas outras condições. A recomendação é procurar um pediatra ou serviço de saúde quando os sinais persistirem ou apresentarem alterações fora do padrão habitual.

Os números do câncer infantojuvenil no Brasil

A Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil, elaborada pelo INCA, prevê cerca de 7.930 novos casos de câncer em crianças e adolescentes por ano no período de 2023 a 2025. Desse total, aproximadamente 4.230 casos correspondem a meninos e 3.700 a meninas.

O câncer infantojuvenil representa cerca de 3% de todos os casos de câncer registrados no país. Entre os tipos mais frequentes estão as leucemias, que correspondem a aproximadamente 30% dos diagnósticos, seguidas pelos tumores do sistema nervoso central, com 19%, e pelos linfomas, com 11%.

A doença também representa a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes no Brasil e a segunda causa de óbito nessa faixa etária quando consideradas todas as causas, atrás dos acidentes.

Os dados ajudam a dimensionar a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento especializado. Em muitos casos, reconhecer uma alteração e buscar atendimento no momento certo pode fazer diferença na trajetória da doença.

Acolhimento durante o tratamento

Depois do diagnóstico, começa uma nova etapa para a criança, o adolescente e toda a família. O tratamento pode envolver consultas, exames, internações e diferentes procedimentos, além de períodos afastados da rotina escolar e familiar.

Durante esse período, o acolhimento também faz parte da experiência de quem está em tratamento.

No Instituto Nacional de Câncer (INCA), o INCAvoluntário atua no apoio aos pacientes e seus acompanhantes por meio de diferentes projetos e ações sociais. O trabalho inclui atividades de recreação, cultura e lazer, humanização do ambiente hospitalar e iniciativas de apoio às necessidades identificadas ao longo do tratamento.

Na pediatria, essas ações ajudam a criar momentos de convivência e descontração durante a permanência no hospital, respeitando a rotina e as condições de cada paciente.

Setembro Dourado reforça a importância da informação

O câncer infantojuvenil apresenta características diferentes dos tumores que acometem adultos e, por isso, a atenção aos sinais e o acesso rápido aos serviços de saúde são importantes durante toda a infância e adolescência.

Neste Setembro Dourado, a informação é uma ferramenta para ajudar famílias e profissionais a reconhecerem alterações que precisam ser investigadas. Em caso de sintomas persistentes, a orientação é procurar atendimento médico e seguir as recomendações dos profissionais de saúde.

Para conhecer os projetos e as ações sociais desenvolvidos pelo INCAvoluntário em apoio aos pacientes do INCA e seus acompanhantes, conheça o trabalho da organização e saiba como suas iniciativas contribuem para a rotina de quem está em tratamento oncológico.

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