Panorama do Terceiro Setor na saúde global
Fortalecer sistemas de saúde, reduzir desigualdades e responder a crises sanitárias complexas estão no centro das discussões do Terceiro Setor na saúde ao redor do mundo. Em diferentes países, organizações da sociedade civil ampliam sua atuação ao lado de governos, organismos internacionais e comunidades locais, contribuindo para respostas mais ágeis, humanas e conectadas às reais necessidades da população. Nos últimos anos, esse movimento ganhou ainda mais relevância diante de desafios globais que ultrapassam fronteiras, como, mudanças climáticas, avanço das doenças crônicas e a necessidade de inovação nos modelos de cuidado. Cobertura universal de saúde e equidade no acesso Garantir acesso à saúde para populações historicamente excluídas segue como uma das prioridades globais. Países-membros da ONU assumiram o compromisso de ampliar a cobertura universal de saúde, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, com a meta de incluir mais de um bilhão de pessoas em sistemas de cuidado. Nesse cenário, o Terceiro Setor atua como ponte entre políticas públicas e territórios vulnerabilizados. ONGs e organizações sociais aproximam serviços de saúde de comunidades onde o Estado e o setor privado enfrentam limitações, ampliando o alcance do cuidado e reforçando o princípio da equidade. Saúde e mudanças climáticas são uma agenda integrada A relação entre saúde e meio ambiente passou a ocupar espaço estratégico nas discussões globais. O impacto das mudanças climáticas sobre a saúde pública — como o ressurgimento de doenças, eventos extremos e agravamento de condições crônicas — impulsionou organizações de saúde a defenderem políticas ambientais mais robustas. Nesse contexto, o Terceiro Setor contribui para integrar a saúde à pauta climática, apoiando iniciativas que promovem modelos de desenvolvimento mais sustentáveis e práticas de baixo carbono no setor da saúde, além de ações educativas voltadas à prevenção de riscos ambientais. Doenças crônicas e saúde mental no centro do cuidado Paralelamente às doenças infecciosas, cresce a preocupação com o avanço das doenças não transmissíveis, como câncer, diabetes e problemas cardiovasculares. A saúde mental também ganha destaque, diante do aumento de afastamentos e adoecimentos relacionados a questões emocionais e sociais. Como resposta, organizações da sociedade civil vêm ampliando ações voltadas ao cuidado integral, considerando aspectos físicos, emocionais e sociais. Essa abordagem mais ampla fortalece vínculos, promove bem-estar e reconhece o paciente para além do diagnóstico. Transformação digital e inovação em saúde A incorporação de tecnologias digitais tem redefinido a forma como o cuidado em saúde é pensado e executado. Telemedicina, inteligência artificial e análise de dados já fazem parte de projetos desenvolvidos pelo Terceiro Setor em diferentes países. Essas ferramentas contribuem para ampliar o acesso, personalizar atendimentos, antecipar riscos e tornar as intervenções mais ágeis, especialmente em regiões com escassez de recursos ou profissionais de saúde. Gestão, participação social e fortalecimento dos sistemas públicos Outro eixo relevante é a atuação do Terceiro Setor na gestão de serviços de saúde e na promoção da participação social. Organizações sociais desempenham papel ativo na administração de unidades, na escuta da população e no fortalecimento de políticas públicas. No Brasil, essa atuação dialoga diretamente com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a importância da participação da sociedade civil nas decisões e na construção de um sistema mais acessível e humanizado. Em nível internacional, o mesmo modelo inspira sistemas de saúde mais inclusivos e conectados às comunidades. Um movimento global com impacto local Ao integrar essas diferentes frentes, o Terceiro Setor reafirma seu papel como agente de transformação na saúde global. Seja ampliando o acesso, promovendo inovação ou fortalecendo a participação social, essas organizações ajudam a construir respostas mais humanas, sustentáveis e alinhadas aos desafios contemporâneos. No contexto do INCAvoluntário, esse panorama reforça a importância da atuação social como parte indissociável do cuidado em saúde, conectando experiências globais às práticas que transformam, diariamente, a vida de pacientes, acompanhantes e profissionais.
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